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4ª Mensagem da CEC — junho de 2025 Preparados para a batalha (Efésios 6:10-20)

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Ao concluir sua epístola aos Efésios, o apóstolo Paulo não se despede com uma saudação calorosa, mas sim com uma convocação solene, semelhante a um toque de trombeta, chamando os fiéis à ação.

Hoje, vamos aprender 3 verdades cruciais do manual de guerra de Deus para sermos mais que vencedores:

I. A FONTE DA NOSSA FORÇA

A primeira orientação de Paulo não é lutem, mas sim fortaleçam-se. Onde? Em suas próprias habilidades? Não! O texto esclarece: no Senhor e na força do seu poder.

Um soldado que vai para a guerra confiando em si já está derrotado. Nossa força não é humana, é divina. Portanto, a primeira disciplina do soldado cristão é a humildade. É reconhecer nossa total dependência do Comandante. Você não luta para depois buscar a força de Deus; você busca a força de Deus para então poder lutar. Sua vida de oração e sua comunhão com Deus são sua linha de suprimentos. Sem elas, você entra na batalha desnutrido.

II. A NATUREZA DO NOSSO INIMIGO (Efésios 6:11-12)

Por que precisamos dessa força divina? Para ficarmos firmes contra as “ciladas do Diabo”. Paulo revela a natureza do nosso conflito: porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne…

  • Nosso inimigo não é humano. Sua luta não é contra indivíduos como seu chefe, vizinho ou familiar difícil. Pessoas são campos de batalha, não alvos. Lutando contra elas, usamos as armas erradas na guerra errada.
  • Nosso inimigo é real, organizado e astuto. Paulo menciona uma hierarquia do mal: principados, potestades e dominadores. Eles recorrem a armadilhas e mentiras. Conhecer nosso inimigo evita dois erros: subestimá-lo e ser ingênuo na guerra, ou superestimá-lo e viver com medo, esquecendo que “maior é o que está em nós”.

III. O EQUIPAMENTO PARA A VITÓRIA (Efésios 6:13-18a)

Deus nos equipa para lutar. A ordem é clara: “Tomai TODA a armadura de Deus”. Vista-a rapidamente:

  • O Cinto da Verdade: A verdade é o que segura tudo. É viver em integridade, sem hipocrisia. Uma vida de mentira é uma armadura com brechas.
  • A Couraça da Justiça: Protege nosso coração. Não é a nossa própria justiça, mas a justiça de Cristo que recebemos pela fé. Quando Satanás te acusa, lembre-se: em Cristo, você é justo.
  • Os Calçados do Evangelho da Paz: Nos dão firmeza e prontidão. Estamos firmes pela paz que temos com Deus e prontos para levar essa boa-nova.
  • O Escudo da Fé: nossa defesa móvel contra os ataques surpresa. A fé apaga os “dardos inflamados” – as setas da dúvida, do medo, da acusação e da tentação.
  • O Capacete da Salvação: Protege nossa mente. É a certeza da nossa salvação que guarda nossos pensamentos do desespero e das mentiras do inimigo.
  • A Espada do Espírito: Nossa única arma de ataque: a Palavra de Deus. Com ela, resistimos à tentação, como Jesus no deserto. Um cristão que não conhece a Bíblia é um soldado desarmado.

E como ativamos tudo isso? O verso 18 responde: com oração e súplica no Espírito. A oração é a comunicação com o Quartel-General. É o que mantém o soldado alerta e conectado ao seu Comandante.

Nos versos finais, Paulo menciona Tíquico, mostrando que não lutamos sozinhos. A comunhão é parte da nossa estratégia de guerra.

Não lutamos para alcançar a vitória. Lutamos a partir da vitória que Jesus Cristo já conquistou por nós na cruz do Calvário. A batalha é real, mas a vitória é certa. Fiquemos firmes.

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