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1ª. Mensagem da CEC – janeiro de 2026 A visão de Deus (Ezequiel 1:1-28)

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Por causa da desobediência e de pecados repetidos, o povo de Israel foi levado cativo para a Babilônia. Imagine ser arrancado da sua casa e jogado em uma cultura estranha, longe do templo, longe de tudo o que era familiar. A pergunta que gritava na mente deles era: “Será que Deus nos esqueceu?

Precisamente neste cenário de desespero, Deus escolhe se revelar de maneira gloriosa a Ezequiel. Essa visão extraordinária oferece lições vitais para nós, que enfrentamos muitas vezes nossos próprios “exílios”.

  1. Deus é soberano e não está confinado a um local

Para os exilados, que limitavam a adoração a Jerusalém, a visão foi chocante: Deus estava na Babilônia. Sua presença é inconfinável e Ele permanece ativo mesmo em terra estrangeira, entre um povo cativo.

Às vezes, achamos que Deus só está no culto de domingo ou em determinados eventos da igreja, é claro que cada local tem o seu valor. Mas a visão mostra que Ele não é um “deus local”; Ele é o Senhor do Universo.

 

  1. A glória de Deus transcende nossa compreensão

Ezequiel tenta descrever o indescritível: ele fala de ventos tempestuosos, uma nuvem imensa, fogo reluzente, seres viventes com quatro rostos, rodas dentro de rodas cheias de olhos e, acima de tudo isso, um trono de safira. Ele vê “uma figura semelhante a um homem” no trono, envolta em fogo e esplendor, como o arco-íris em dia de chuva (Ezequiel 1:26-28). A glória de Deus é tão grande, tão santa e tão magnífica que a nossa mente mal consegue processar. É demais para os nossos olhos.

Vivemos em um mundo que tenta diminuir Deus, transformando-O somente em um “amigo imaginário” ou num “gênio da lâmpada”. Ezequiel nos lembra que Ele é o Rei Soberano, o Criador que sustenta o universo.

Em dias de visão “pequena” de Deus, somos chamados a levantar os olhos e reagir com reverência à grandiosidade Daquele que está acima de tudo.

  1. Deus não abandona Seu povo, mesmo no exílio

Eles estavam no exílio porque erraram e quebraram a aliança com Deus. As consequências eram justas. Mas a visão no rio Quebar prova que o juízo de Deus não anula a Sua fidelidade e Seu cuidado com o povo de Israel.

Muitas vezes, sentimo-nos em “exílio” — seja pela doença que nos isola, escassez financeira, solidão, consequências do pecado, frieza espiritual porque paramos de ler a Bíblia e orar. Ou, como Israel, talvez nos encontremos em um “exílio” resultado de nossas próprias escolhas e falhas. A mensagem de Ezequiel 1 ressoa poderosamente: a fidelidade divina permanece. Deus não se afasta; Ele se manifesta e revela Sua glória até nas situações mais sombrias.

 

 

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