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Geralmente, achamos que o pior que pode nos acontecer é a doença, a falta de dinheiro ou ser perseguido. Mas, no capítulo 10:2,4 de Ezequiel, a Bíblia nos mostra algo muito mais triste: o momento em que a Glória de Deus saiu do Templo, e o povo continuou sua vida como se nada tivesse acontecido.
- O perigo silencioso: pior que a dor física.
Diferentemente das aflições externas, a ausência de Deus pode passar despercebida.
- A perseguição é sensível: sabemos quando somos atacados; há clareza. Clamamos a Deus, unimo-nos aos irmãos e resistimos (2 Tm 3:12).
- A doença é perceptível: traz dor, limitação e urgência. Buscamos cura e voltamo-nos para o Senhor (Is 38:2-3).
- A escassez gera fome: a necessidade profunda move-nos à busca de provisão (Fp 4:19).
A perda da presença de Deus é diferente. Ela não dói no corpo, ela adormece a alma. Lembra de Sansão? A Bíblia diz que ele não sabia que o Senhor já se tinha retirado dele (Jz 16:20).
Como identificar se a Glória está saindo? (Checklist Espiritual)
Pergunte a si mesmo:
- Rotina mecânica:venho à igreja, canto e oro, mas parece que estou falando com as paredes? (Is 59:1-2)
- Indiferença ao pecado: aquilo que antes me deixava triste, hoje eu acho “normal”? Minha consciência parou de alertar? (Ef 4:19)
- Bíblia fechada:Ler a Bíblia virou apenas um dever escolar, sem vida, sem que Deus fale comigo?
- Solidão acompanhada:É como estar conversando com alguém que já saiu da sala, e eu continuo falando sozinho.
II. O caminho de volta: 4 passos para o reencontro
A boa notícia é que não é tarde demais. Deus deixou um mapa claro em 2 Crônicas 7:14 para quando nos sentirmos distantes:
“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome…”
- Se humilhar (o reconhecimento): É dizer: “Deus, eu não consigo sozinho. Eu errei. Eu preciso de Ti.” É baixar a guarda (Tg 4:10).
- Orar (o clamor): Não aquela oração decorada antes de dormir. É o grito da alma, uma conversa honesta e genuína (Jr 29:13).
- Buscar a Deus: Muitas vezes buscamos a Deus pelo que Ele pode dar). Aqui, o convite é buscar aface de Deus (quem Ele é). Deseje a presença d’Ele mais do que a bênção d’Ele (Sl 27:8).
- Se converter (a mudança): Arrependimento não é chorar; é mudar de direção. É abandonar o que está nos afastando da Glória (At 3:19).
III. Os Frutos do Arrependimento
Quando o cristão se arrepende verdadeiramente:
- A convicção retorna: sente-se novamente o peso do pecado e o temor do Senhor (Sl 51:3-4).
- O poder é restaurado: a oração recupera a autoridade espiritual (Tg 5:16).
- A alegria renasce: há vida e vigor na fé (Sl 51:12).
- A presença é restaurada: a certeza consoladora de que não estamos sós (Mt 28:20).